FIM DA CORRUPÇÃO, UMA TRISTE ILUSÃO!
É
público e notório, que vivemos em tempos sombrios de escândalos de corrupção
envolvendo políticos, personalidades famosas em nossa nação. O que de per si, é
lamentável!
Triste
ainda é a ilusão de que algumas pessoas carregam consigo a ideia de que o fenômeno
corruptível é recente, quando na verdade apenas recentemente que algumas coisas
estão vindo à tona com mais potência pelos meios de comunicação.
Falando
a nível nacional, creio que a corrupção está instalada desde o seu nascedouro
do Brasil e de um modo geral, a corrupção existe no ser humano, desde a
primeira transgressão no Édem por Adão e Eva. Existe muita coisa encoberta, que
só sabemos quando de fato, é divulgado, isso é logicamente evidente.
O
que me deixa boquiaberto é o ledo engano que algumas pessoas têm de que se escolhendo
determinada pessoa, sendo candidato a cargo político ou não, apesar de não ter
vocação política com esperanças messiânicas de governança da nação brasileira, que
se erradicará o mal da corrupção, tão impregnado. É tacanho tal tipo de
pensamento...
Na
verdade, o momento é de crise, não somente econômica, é institucional a todos
os níveis. Crise moral, que estamos sucumbindo cada vez mais.
Penso
que já passou da hora de se abrir os olhos e enxergar a verdade tal qual ela é,
por mais dura que possa ser! Corrupção não se vence na base de voto, de troca
de candidato, na ilusão de que as coisas mudarão da noite para o dia...
Não
sou defensor dela, ao contrário, um refratário! Mas precisamos antes de gritar
aos quatro quantos as mais insossas verborragias, olharmos nossa condição e
sabermos que em cada pequeno detalhe da vida podemos contribuir para que o mal
combatido seja por nós experimentado ou mesmo propagado dando o asqueroso “jeitinho
brasileiro” nas mais diversas situações.
Não
tenho aqui uma solução para sanar tal vício que provavelmente é insolúvel por
sua natureza, tendo em vista que enquanto existir ser humano, a corrupção vai existir
dada nossa inclinação ontogicamente decaída.
Somos
livres pela escolha do bem e do mal, o que não se pode é continuarmos na parca
inocência de que o problema é recente dado à exposição midiática com mais frequência
e sabermos optar conscientemente por um caminho e enfrentar com
responsabilidade as consequências de cada escolha.

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