A sociedade
contemporânea vem sofrendo avanços significativos, o que não é novidade pra
ninguém. Contudo esse avanço aceleradíssimo muitas vezes nos impede de parar
pra refletir, pois é preciso produzir...
No mercado de
trabalho ou acadêmico, só é bom aquele que muito produz para seu patrão ou tira
as melhores notas na escola ou faculdade. Só tem valor aquele que muito sabe
fazer, como exemplo: O que sabe tocar violão, ser um exímio poliglota, pois o
inglês e espanhol não são mais considerados como idiomas que fazem diferencial,
mas são idiomas considerados como essenciais. A pessoa já tem que saber se não
fica à margem do mercado de trabalho. É preciso ser não praticante de esporte
como atividade saudável, mas tem que ser um competidor quase que invencível, um
atleta nato!
Na vida acadêmica, já não faz mais diferencial quem tem graduação ou até uma pós-graduação latu sensu é preciso ser mestre, ser doutor e ser versátil em outras áreas, pois o mercado é exigente...
É praticamente impossível acompanhar os avanços tecnológicos, hoje se lança um modelo de telefone, amanhã de um novo computador, carro, videogame, etc... Nunca estaremos atualizados nesse sentido, pois se compra um lançamento de uma coisa hoje, amanhã aquilo que você adquiriu já passa a ser velho.
Com tantos avanços assim, penso que o ser humano não tem dado conta de pragmatismo desenfreado que acaba trazendo isso para as relações humanas. Outrora as pessoas se comunicavam pessoalmente, conversavam, olhavam-se nos olhos, hoje mandam torpedos, e-mails, trocam mensagens nas redes sociais, se comunicam através do WhatsApp, etc..
Quem nunca passou por uma situação em que algum “amigo” lhe enviou uma solicitação de amizade pelo Facebook, por exemplo, conversa horas a fio contigo, pela rede social, e quando o encontra, mal o cumprimenta, (quando o faz) com os dentes cerrados de vergonha?
É fato que virtualmente as pessoas perdem a timidez pra se expressarem, porém quando se tem o contato cara a cara as pessoas mal conversam, não convivem muito menos se relacionam. Criava-se vínculos afetivos e efetivos, hoje apenas um contato a mais e outro a menos, de forma até descartável.
Confesso que sou refém dessa geração tecnológica, mas procuro me desvencilhar o quanto posso pra não me tornar um escravo desse universo, por outro lado, preciso de algumas coisas, outras nem tanto, não fosse isso não teria criado o blog pra expressar um pouco de minhas infindáveis “Abstrações”...
Diante disso me pergunto: Até onde vai esse progresso? Até quando as pessoas se deixarão ser vítimas disso? Se você não tem uma conta numa rede social, você é um excluído, vive à margem da sociedade. Estão valorizando mais o universo virtual que o real. Sem contar que tudo isso, consome o tempo de todos, e nunca temos tempo pra nada, pois é preciso produzir, produzir, produzir... É preciso se comunicar com todos e ao mesmo tempo. Não tenho dúvidas de que grande parte disso acaba gerando um grande stress incontido, pois temos tanto a fazer e quando percebemos de que não somos capazes de dar conta de tudo, nos desesperamos, não sabemos o que fazer e a quem e como recorrer.
Na vida acadêmica, já não faz mais diferencial quem tem graduação ou até uma pós-graduação latu sensu é preciso ser mestre, ser doutor e ser versátil em outras áreas, pois o mercado é exigente...
É praticamente impossível acompanhar os avanços tecnológicos, hoje se lança um modelo de telefone, amanhã de um novo computador, carro, videogame, etc... Nunca estaremos atualizados nesse sentido, pois se compra um lançamento de uma coisa hoje, amanhã aquilo que você adquiriu já passa a ser velho.
Com tantos avanços assim, penso que o ser humano não tem dado conta de pragmatismo desenfreado que acaba trazendo isso para as relações humanas. Outrora as pessoas se comunicavam pessoalmente, conversavam, olhavam-se nos olhos, hoje mandam torpedos, e-mails, trocam mensagens nas redes sociais, se comunicam através do WhatsApp, etc..
Quem nunca passou por uma situação em que algum “amigo” lhe enviou uma solicitação de amizade pelo Facebook, por exemplo, conversa horas a fio contigo, pela rede social, e quando o encontra, mal o cumprimenta, (quando o faz) com os dentes cerrados de vergonha?
É fato que virtualmente as pessoas perdem a timidez pra se expressarem, porém quando se tem o contato cara a cara as pessoas mal conversam, não convivem muito menos se relacionam. Criava-se vínculos afetivos e efetivos, hoje apenas um contato a mais e outro a menos, de forma até descartável.
Confesso que sou refém dessa geração tecnológica, mas procuro me desvencilhar o quanto posso pra não me tornar um escravo desse universo, por outro lado, preciso de algumas coisas, outras nem tanto, não fosse isso não teria criado o blog pra expressar um pouco de minhas infindáveis “Abstrações”...
Diante disso me pergunto: Até onde vai esse progresso? Até quando as pessoas se deixarão ser vítimas disso? Se você não tem uma conta numa rede social, você é um excluído, vive à margem da sociedade. Estão valorizando mais o universo virtual que o real. Sem contar que tudo isso, consome o tempo de todos, e nunca temos tempo pra nada, pois é preciso produzir, produzir, produzir... É preciso se comunicar com todos e ao mesmo tempo. Não tenho dúvidas de que grande parte disso acaba gerando um grande stress incontido, pois temos tanto a fazer e quando percebemos de que não somos capazes de dar conta de tudo, nos desesperamos, não sabemos o que fazer e a quem e como recorrer.
Abarrotam-se os
consultórios psicológicos e quiçá psiquiátricos, pela simples razão desse
ativismo paranoico que nos aprisiona ou nos subjuga em razão de uma incontável
quantidade de tarefas a serem empreendidas.
Penso que em sua natureza ontológica, o ser humano, principalmente em tempos atuais tem medo de solidão, de terminar os seus dias só. Por outro lado, creio que só conviverá bem com os outros e enfrentará ainda que com poucas forças, essa síndrome ativista, quando puder conviver um pouco de sua solidão, onde se conhecerá melhor, se assustará com lugares sombrios, mas se alegrará ao vislumbrar virtudes que antes eram despercebidas. Só assim pra se apresentar aos outros e conviver um pouco melhor, de maneira mais saudável nessa crise pragmática em que hoje nossa sociedade é grande produtora e vítima.
Penso que em sua natureza ontológica, o ser humano, principalmente em tempos atuais tem medo de solidão, de terminar os seus dias só. Por outro lado, creio que só conviverá bem com os outros e enfrentará ainda que com poucas forças, essa síndrome ativista, quando puder conviver um pouco de sua solidão, onde se conhecerá melhor, se assustará com lugares sombrios, mas se alegrará ao vislumbrar virtudes que antes eram despercebidas. Só assim pra se apresentar aos outros e conviver um pouco melhor, de maneira mais saudável nessa crise pragmática em que hoje nossa sociedade é grande produtora e vítima.





