segunda-feira, 1 de maio de 2017








OS INIMIGOS DO SILÊNCIO

Me chama muito à atenção, quando não raras vezes me enraivece, o comportamento de algumas pessoas que considero como inimigas do silêncio.
É impressionante que no intento de se fazer comunicar algumas pessoas, não sei por qual razão (a psicologia certamente possui alguma explicação pra esse fenômeno), quase gritam quando conversam pra se fazer entender...
Entre ser comunicativo e ser histérico ao falar, há uma diferença “gritante” (engraçado, não?). Comunicar, também é saber ouvir. Há pessoas que falam aos berros e sem parar.
Fico pasmo com algumas pessoas que não se contentam em falar, se não “gritarem” pra serem ouvidas, o que a meu ver, não se estabelece comunicação alguma. Falam, falam, falam e no fim, não “falam” nada. Imagino que um fim de semana, ou mesmo uma semana num mosteiro seria torturante, onde o ambiente monástico favorece o silêncio. Será que as pessoas que tanto gritam estão na ânsia absurda de serem ouvidas? Será que os “inimigos do silêncio” não param de falar, por que tem medo de se ouvirem e medo do que vão ouvir?
         Vou me calar e observar mais...



FIM DA CORRUPÇÃO, UMA TRISTE ILUSÃO!

É público e notório, que vivemos em tempos sombrios de escândalos de corrupção envolvendo políticos, personalidades famosas em nossa nação. O que de per si, é lamentável!
Triste ainda é a ilusão de que algumas pessoas carregam consigo a ideia de que o fenômeno corruptível é recente, quando na verdade apenas recentemente que algumas coisas estão vindo à tona com mais potência pelos meios de comunicação.
Falando a nível nacional, creio que a corrupção está instalada desde o seu nascedouro do Brasil e de um modo geral, a corrupção existe no ser humano, desde a primeira transgressão no Édem por Adão e Eva. Existe muita coisa encoberta, que só sabemos quando de fato, é divulgado, isso é logicamente evidente.
O que me deixa boquiaberto é o ledo engano que algumas pessoas têm de que se escolhendo determinada pessoa, sendo candidato a cargo político ou não, apesar de não ter vocação política com esperanças messiânicas de governança da nação brasileira, que se erradicará o mal da corrupção, tão impregnado. É tacanho tal tipo de pensamento...
Na verdade, o momento é de crise, não somente econômica, é institucional a todos os níveis. Crise moral, que estamos sucumbindo cada vez mais.
Penso que já passou da hora de se abrir os olhos e enxergar a verdade tal qual ela é, por mais dura que possa ser! Corrupção não se vence na base de voto, de troca de candidato, na ilusão de que as coisas mudarão da noite para o dia...
Não sou defensor dela, ao contrário, um refratário! Mas precisamos antes de gritar aos quatro quantos as mais insossas verborragias, olharmos nossa condição e sabermos que em cada pequeno detalhe da vida podemos contribuir para que o mal combatido seja por nós experimentado ou mesmo propagado dando o asqueroso “jeitinho brasileiro” nas mais diversas situações.
Não tenho aqui uma solução para sanar tal vício que provavelmente é insolúvel por sua natureza, tendo em vista que enquanto existir ser humano, a corrupção vai existir dada nossa inclinação ontogicamente decaída.
Somos livres pela escolha do bem e do mal, o que não se pode é continuarmos na parca inocência de que o problema é recente dado à exposição midiática com mais frequência e sabermos optar conscientemente por um caminho e enfrentar com responsabilidade as consequências de cada escolha.





sábado, 29 de abril de 2017

DE VOLTA AOS POUCOS


Fiquei bem afastado do blog por bastante tempo... 
Prometi voltar, partilhar algumas experiências e não cumpri com minha promessa. Escrever, como disse outrora não é tarefa simples. Na verdade tenho a escrita como ferramenta de trabalho, sou advogado e faço uso das palavras como instrumento do meu múnus profissional diariamente.
Apesar da paixão pela profissão, é sabido que uma coisa é escrever por necessidade, outra por prazer. Não que não há prazer no que faço, mas que escrever algumas impressões da vida, minhas abstrações, considero como um hobby. Assim sendo, volto a escrever e compartilhar meus textos por dois motivos: Um por sentir necessidade de escrever novamente, de modo que a escrita sirva como uma “válvula de escape” do cansaço físico e mental a que estamos sujeitos ante a agitação da vida hodierna. 
O segundo motivo é complementar ao primeiro: Volto a me dedicar um pouco na atividade da escrita por incentivo de pessoas mais próximas, por saber o quão bem me faz escrever.  Quase uma atividade terapêutica. Não tenho a pretensão de escrever coisas grandiosas, muito menos, que esses textos tomem grande publicidade. Não tenho vocação para ser escritor, nem de longe.
Justifico minha ausência por itinerários inevitavelmente tomados seja no vencimento pelo cansaço, seja da própria preguiça de escrever mesmo. Não farei promessas que não poderei cumprir. Mas assim que puder, tentarei na medida de minhas possibilidades voltar a compartilhar um pouco mais de meus pensamentos, impressões, pretensas críticas literárias ou cinematográficas nesse singelo blog, criado com esse fito.
Assim que a inspiração criativa tocar-me retorno com novidades.